27 de setembro de 2026
O Implanon no plano de saúde passa a fazer parte da cobertura obrigatória dos planos a partir de 1º de setembro de 2026, conforme determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida amplia o acesso ao implante contraceptivo hormonal para beneficiários de 18 a 49 anos que buscam um método eficaz para prevenção da gravidez.
O Implanon é um implante contraceptivo hormonal de longa duração, colocado sob a pele do braço e com ação de até três anos. Por apresentar alta eficácia e longa duração, o método vem ganhando espaço entre as opções disponíveis para planejamento reprodutivo.
O plano de saúde é obrigado a cobrir o Implanon?
Sim. A partir da data estabelecida pela ANS, os planos de saúde devem oferecer cobertura para o implante contraceptivo hormonal Implanon, observadas as condições e regras definidas pela regulamentação da saúde suplementar.
A inclusão do procedimento na cobertura obrigatória representa uma mudança importante para beneficiários que anteriormente poderiam encontrar dificuldades ou custos elevados para ter acesso ao método.
Como funciona o Implanon?
O Implanon é um pequeno implante colocado sob a pele do braço por um profissional de saúde habilitado. Ele libera continuamente um hormônio contraceptivo que atua principalmente na inibição da ovulação.
O método também provoca alterações no muco do colo do útero, dificultando a passagem dos espermatozoides, além de modificar o endométrio.
Sua principal característica é a combinação entre alta eficácia contraceptiva, longa duração e praticidade, já que não exige a utilização diária de um método contraceptivo.
Quais são os benefícios do Implanon?
Entre os principais benefícios associados ao implante contraceptivo estão:
- proteção contraceptiva por até três anos;
- alta eficácia na prevenção da gravidez;
- não exige uso diário;
- liberação contínua do hormônio;
- opção de longa duração para planejamento familiar;
- pode ser uma alternativa para pessoas que não desejam utilizar métodos contraceptivos diariamente.
É importante lembrar que a indicação do Implanon deve ser individualizada. A escolha do método contraceptivo deve considerar histórico clínico, necessidades, preferências e avaliação de um profissional de saúde.
Quanto custa o Implanon?
Antes da inclusão na cobertura obrigatória dos planos de saúde, o custo do dispositivo e da aplicação podia representar uma barreira para muitas pessoas.
O preço do dispositivo pode variar aproximadamente entre R$ 900 e R$ 1.200, enquanto a aplicação pode chegar a valores entre R$ 2.500 e R$ 4.000, dependendo do profissional, local e condições do procedimento.
Com a cobertura obrigatória pelos planos de saúde, o acesso ao método passa a ocorrer dentro das regras estabelecidas pela ANS e pelo contrato do beneficiário.
Implanon também está disponível pelo SUS
Além da saúde suplementar, o Implanon também passou a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso ao método contraceptivo no Brasil.
A iniciativa prevê a distribuição de dispositivos para utilização na rede pública, como parte das estratégias de planejamento reprodutivo e prevenção da gravidez não planejada.
Implanon é seguro e eficaz?
O Implanon é considerado um método contraceptivo de alta eficácia, mas, como qualquer método hormonal, pode apresentar efeitos adversos e não é necessariamente indicado para todas as pessoas.
Por isso, antes da colocação do implante, é fundamental realizar uma avaliação com médico ginecologista ou outro profissional habilitado, que poderá analisar o histórico de saúde e esclarecer benefícios, riscos, contraindicações e possíveis alterações no padrão menstrual.
Implanon no plano de saúde: o que o beneficiário precisa saber
Quem possui plano de saúde e tem interesse no Implanon deve verificar as orientações da operadora e procurar atendimento para avaliar a indicação do método.
A cobertura obrigatória determinada pela ANS representa uma ampliação do acesso ao implante contraceptivo hormonal, mas o atendimento deve seguir as regras da regulamentação, da rede credenciada e dos procedimentos definidos para o beneficiário.
Perguntas frequentes sobre Implanon no plano de saúde
O plano de saúde é obrigado a cobrir o Implanon?
A partir de setembro de 2026, o Implanon integra a cobertura obrigatória definida pela ANS para os beneficiários enquadrados nas condições estabelecidas pela regulamentação.
Quem pode utilizar o Implanon?
O método pode ser indicado para diferentes perfis, mas a utilização deve ser avaliada individualmente por um profissional de saúde. A regra de cobertura dos planos considera pessoas de 18 a 49 anos.
Quanto tempo dura o Implanon?
O implante possui duração contraceptiva de até três anos.
O Implanon evita a gravidez?
O Implanon é um método contraceptivo de alta eficácia. Ele atua principalmente bloqueando a ovulação e também provoca alterações no muco cervical e no endométrio.
O Implanon precisa ser colocado por um médico?
A colocação e a retirada devem ser realizadas por profissional de saúde devidamente habilitado, seguindo as orientações técnicas para o procedimento.
O Implanon é coberto pelo SUS?
O método também passou a ser disponibilizado pelo SUS, conforme as regras e critérios estabelecidos pelo sistema público de saúde.
O Implanon protege contra ISTs?
Não. O Implanon é um método para prevenção da gravidez e não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para prevenção de ISTs, o uso de preservativo continua sendo importante.
Conclusão
A inclusão do Implanon na cobertura obrigatória dos planos de saúde amplia as opções disponíveis para o planejamento reprodutivo e pode facilitar o acesso a um método contraceptivo de longa duração.
Para saber se o Implanon é adequado para você, é importante buscar avaliação profissional e esclarecer dúvidas sobre indicação, benefícios, possíveis efeitos adversos, colocação e retirada do implante.