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31/01/2013 08h29

O desejo de fumar pode ser neutralizado através da aplicação de estímulos magnéticos em determinadas zonas do cérebro, segundo os resultados de um estudo de cientistas japoneses e canadenses publicado nesta semana pela revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS".

Os cientistas conseguiram, através das tecnologias de imagem de ressonância magnética funcional (IRMf) e estímulo magnético transcraniano (SMT), determinar as regiões do córtex frontal onde a dependência se forma. Também determinaram que o desejo de fumar se formaria a partir de uma comunicação anormal de zonas de lóbulos frontais envolvidas nos processos de decisão.

"Nosso estudo demonstra que a necessidade de fumar não depende apenas do fato de os fumantes estarem ficando sem nicotina", disse Takuya Hayashi, do Centro RIKEN do Japão para a Ciência de Imagem Molecular. Um "circuito neural que participa na tomada de decisões e no autocontrole" também influencia, acrescentou Hayashi.

O estudo IRMF e SMT de dez fumantes demonstrou que quando eles eram submetidos a imagens de pessoas fumando surgia um estado de dependência. "Isto concorda com a opinião de que a toxicomania seja uma patologia da tomada de decisões", disse, por sua vez, o médico canadense Alain Dagher, de Montreal.

Estas pesquisas "podem conduzir ao desenvolvimento de tratamentos para o tabagismo e outros vícios" que levem em conta as redes de neurônios, disse Hayashi

Fumo "apodrece" o cérebro
Recentemente, uma pesquisa britânica feita com quase 9 mil pessoas com mais de 50 anos mostrou que o cigarro "apodrece" o cérebro ao danificar a memória, o aprendizado e o raciocínio lógico.

O estudo foi realizado pela universidade King's College London, na Inglaterra. Cientistas envolvidos na pesquisa afirmam que as pessoas precisam perceber que o seu estilo de vida afeta tanto a mente quanto o corpo.

Os voluntários da pesquisa -- todos com mais de 50 anos -- participaram de testes de memorização de novas palavras. Eles também eram instigados a dizer o maior número de nomes de animais em um minuto.

Os resultados mostraram que o risco de ataque cardíaco e derrame "estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo". As pessoas com maior risco foram as que mostraram maior declínio. Também foi identificada uma "associação consistente" entre fumo e baixos resultados no teste.

Fonte:

Do G1, com agências internacionais


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