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07/01/2013

A incidência de cálculo renal aumenta até 20% nessa época do ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), e o motivo é simples. Com a temperatura em elevação, é normal transpirarmos mais. A ingestão de água, no entanto, nem sempre se eleva de forma a compensar essa perda.

“Ao perder líquido por outras vias, a urina fica concentrada. As substâncias que normalmente são excretadas acabam retidas, formando as pedras”, explica o nefrologista Daniel Rinaldi, presidente da SBN.

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Além disso, se houver maior hidratação por conta do calor, o volume de água pode colaborar para a eliminação do cálculo, aumentando ainda mais o número de casos nessa época. Alguns estudos norte-americanos chegaram até a constatar a relação entre o aquecimento global e o aumento na prevalência do cálculo renal.

Um dos principais fatores do aparecimento das chamadas pedras no rim são as alterações metabólicas. Outras características, no entanto, podem levar à essa condição como histórico familiar, hábitos de vida, obesidade, resistência a insulina e alimentação inadequada.

“A formação é multifatorial e a dieta tem uma grande influência. Geralmente, 85% dos cálculos são de oxalato de cálcio, um mineral presente no metabolismo. A concentração desses cristais forma pedras. Quem tem maior ingestão de proteínas, carne, derivados do leite, verduras escuras tem índices de oxalato maior, por exemplo”, afirma Gustavo de Alarcon, urologista do Hospital São Luiz, em São Paulo.


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