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03/01/2013 17h47

Cientistas americanos inventaram um método de produzir em laboratório compostos naturais conhecidos como esteroides poliidroxilados, para uso em medicamentos contra insuficiência cardíaca e outras drogas.

Até então, essas substâncias se mostravam muito difíceis de ser fabricadas sinteticamente em larga escala, e eram obtidas apenas de animais ou plantas.

A descoberta do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, será publicada na edição desta sexta-feira (4) da revista "Science".

 

A equipe transformou um esteroide comum e barato, chamado acetato de cortisona, em um composto conhecido como ouabagenina, "primo" químico da ouabaína – com a qual tribos da Somália fabricavam um potente veneno para ser aplicado na ponta de flechas. Posteriormente, a ouabaína começou a ser usada no tratamento de insuficiência cardíaca.

O grupo, liderado pelo professor Phil S. Baran, conduziu o estudo a pedido da farmacêutica dinamarquesa Leo Pharma, que está à procura de uma forma eficaz de produzir esteroides bioativos complexos.

As moléculas de ouabagenina têm um alto nível de oxidação, o que as torna difíceis de ser sintetizadas e modificadas com métodos simples. Com a nova estratégia, porém, foi possível fazer alterações, ainda que pequenas, em qualquer parte dessas moléculas. Isso poderia ajudar futuros remédios a se tornarem menos perigosos mesmo em altas doses.

Além disso, o composto se mostrou capaz de perfurar materiais inorgânicos resistentes, como o vidro, principalmente em pequena escala.

Em 2009, esse instituto americano já havia relatado na revista "Nature" uma forma de sintetizar produtos de origem vegetal chamados terpenos. Como os esteroides são uma subcategoria da família dos terpenos, os cientistas acreditam que a ouabagenina se aplique nessa técnica. Em 2008, outra equipe conseguiu completar a síntese do composto, mas precisou de 41 passos para isso – contra 21 desta vez.

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