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 Manifestação26/04/2012

Médicos conveniados a planos de saúde se manifestaram, ontem, contra baixos salários e contra a interferência na relação com os pacientes no chamado Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde. Em 12 estados, houve paralisação do atendimento médico eletivo pelos planos de saúde. No Ceará, porém, foi feita panfletagem na Capital para alertar sobre a insatisfação da classe. “Não estamos lutando só pelos honorários, mas para fazer o melhor para o usuário”, afirma José Maria Pontes, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec). Segundo ele, um estudo apontou que o ideal seria o pagamento de R$ 80 por consulta, o que não é cumprido. “Muitos pagam R$ 60, outros pagam R$ 30 e alguns pagam ainda menos”.


O reajuste dos salários da categoria, conforme José Maria, não acompanha o aumento repassado aos usuários. Nos últimos 11 anos, ele explica, a tarifa dos planos de saúde foi reajustada em 150%, enquanto os honorários aumentaram menos de 50%. “São negados muitos direitos ao usuário, não é justo nem para o médico nem para o paciente”.

A resistência a alguns exames, a demora para a realização de consultas e procedimentos e a restrição à escolha de profissionais para a consulta são considerados interferências antiéticas da rede suplementar na relação do paciente e do médico.

Segundo Sidneuma Ventura, presidente da Associação Médica Cearense, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina que as consultas básicas sejam realizadas em, no máximo, sete dias e as especializadas, em 14 dias. A falta de proporção entre médicos e pacientes, porém, causa demora de 24 dias por um endocrinologista, por exemplo.

Em nota, a ANS afirma que busca o entendimento entre operadoras e prestadores de serviços de saúde. “Sempre no intuito de assegurar o equilíbrio do mercado e garantir o atendimento com qualidade aos consumidores”.


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