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Ceará05/08/2012

O número de beneficiários dos planos de saúde cresceu quase três vezes em dez anos no Ceará. O número de médicos, contando os que atuam nos setores público e privado, cresceu metade disso, apenas uma vez e meia. Em Fortaleza, o número de beneficiários dobrou. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que há 1,1 milhão de usuários de planos médicos no Ceará, que chegam a 1,7 milhão se somados aos usuários de planos exclusivamente odontológicos.

Em Fortaleza são 860 mil os usuários dos planos de assistência médica, sendo de 1,1 milhão o total na Capital, incluindo planos exclusivamente odontológicos. Esse contingente é atendido pelos 35 planos de saúde do Ceará cadastrados na ANS e pelos 679 médicos com registro no Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec).

Migração

As dificuldades do Sistema Único de Saúde (SUS) em ofertar atendimento universal e de qualidade e o crescimento da renda da população impulsionaram a busca pela saúde privada. “As pessoas foram migrando para o plano de saúde”, confirma Jurandi Frutuoso, médico sanitarista e ex-secretário da Saúde do Ceará. O resultado foi o desequilíbrio entre demanda e oferta e a queda na qualidade dos serviços.

Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), confirma: “A qualidade dos serviços dos planos de saúde tem caído, pois muitos deles não têm atendido às demandas crescentes, tanto no que se relaciona à oferta necessária dos serviços profissionais quanto da remuneração pelo trabalho realizado.”

Ele dá o diagnóstico: atendimentos inadequados, principalmente nas emergências, e espera para consultas. “Pensamos cada vez mais fortemente que qualidade em saúde passa pelo acesso rápido, ágil e com intervenções (diagnóstico e tratamento) precisas”. O remédio, ele sugere, é investimento.


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