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Entre janeiro e maio, alta foi de 66,73% entre adultos e 160,15% entre crianças.

Febre, dores, tosse, coriza e desconforto pulmonar. Os sintomas típicos das viroses e gripes tendem a acometer as pessoas nos períodos mais chuvosos do ano, que na capital cearense foi mais acentuado entre abril e maio, de acordo com o diretor clínico do Hospital Aldeota, Vitor Sarmento Mesquita.

Esses sintomas foram os principais responsáveis pelo aumento no número de atendimento das Emergências Pediátrica e Adulta da unidade, que faz parte da rede própria do Hapvida. Entre janeiro e maio deste ano, o crescimento foi de 66,73% e 160,15%, respectivamente. Com relação a maio de 2013, a alta chegou a 30%.

hapvida_fortaleza_1_1 (Foto: Divulgao/Hapvida)Hospital Aldeota, em Fortaleza

Embora as épocas chuvosas deixem as pessoas mais vulneráveis, Mesquita enaltece que, seja qual for o período do ano, é importante que as pessoas procurem saber o tipo de doença e o tratamento mais adequado para combater esses sintomas. “O diagnóstico precoce tem duas finalidades. Primeiro, buscar a recuperação mais rápida e evitar complicações e, segundo, interromper a cadeia de transmissão”.

A virose é uma infecção simples, causada pelo rinovírus. Geralmente, a pessoa apresenta febre baixa, coriza e mal-estar. “Com repouso, o doente fica bom em até cinco dias. Para as crianças não é recomendável o uso de ácido acetilsalicílico”.

Já a gripe é provocada pelo vírus influenza, que possui mais de 90 tipos. O mais comum é o H1N1 (gripe A). Nesse caso, a situação costuma ser mais complicada e a vítima tem febre alta, desconforto respiratório e pulmonar. Os sintomas duram por mais dias.

“Com raras exceções, gripes e viroses não são tratadas com antibióticos. O próprio organismo se encarrega de produzir os anticorpos para combater a doença. O médico vai tratar é dos sintomas, evitando o agravamento do quadro de saúde do paciente”, disse Mesquita.

Quando buscar ajuda?

A fisioterapeuta Kamille Franco foi precavida e, ao perceber os primeiros sinais dos sintomas de virose, procurou a Emergência do Hospital Aldeota. Um dia antes ela começou a sentir dores no corpo e de cabeça, febre e vômito. “Fiquei preocupada quando passei a vomitar. Achei importante vir à unidade de saúde para saber com certeza o que eu tenho. Isso evita tomar medicamento errado”.

Vitor Sarmento Mesquita lembra que um médico deve ser procurado quando a criança apresentar febre e tosse por mais de 24 horas. O adulto precisa recorrer ao hospital se tiver dores no corpo, febre e tosse por mais de dois dias.

O público vulnerável é formado por crianças (zero a 12 anos), gestantes e pessoas acima de 60 anos. “A vacina contra a gripe não impede que a pessoa tenha a doença, mas é muito relevante porque evita as formas mais graves”, destacou o diretor clínico.

Estrutura

O Hospital Aldeota tem pronto atendimento (urgência e emergência) há três anos. Um ano atrás passou a oferecer também centro cirúrgico e enfermaria cirúrgica. Desde maio a dispõe de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) clínica (adultos).

As emergências funcionam de forma separada. A das crianças conta com consultórios, sala de cuidados especiais, leitos de observação (paciente de 6 a 12 anos) e poltronas para nebulização (aerosol).

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hapvida_fortaleza_1_2 (Foto: Divulgao/Hapvida)Aldeota dispõe de UTI clínica (adultos) desde maio

A Emergência Pediátrica, segundo Mesquita, é a única localizada na região da Aldeota, o que aumenta ainda mais a preocupação do Hapvida em oferecer a maior qualidade do atendimento dos pacientes.

A área voltada para os adultos tem consultórios, sala de cuidados especiais e sala de observação com leitos para homens e para mulheres.

O hospital disponibiliza ainda laboratório (exames de sangue e urina), centro de imagem (tomografia, raio-x e ultrassonografia), emergência odontológica, enfermarias cirúrgicas, centro cirúrgico com salas para procedimentos eletivos (aqueles em que se consegue escolher a melhor data para fazê-los) de pequena e média complexidades, além de UTI clínica. Em breve, a unidade terá enfermarias clínicas e pediátricas e UTI pediátrica.

“O centro de imagem tem um sistema digital e interligado com a rede Hapvida. O atendimento também funciona de forma eletrônica, com uso da biometria e acesso on line ao histórico dos usuários. Outra novidade é que está sendo desenvolvido sistema de prontuário unificado, no qual as informações do paciente serão armazenadas em uma central e ele poderá ter acesso por meio da internet”.

Com 35 anos de história, o Sistema Hapvida atende 3 milhões de clientes em todo o território nacional. Hoje, o Hapvida é a maior operadora de saúde do Norte e Nordeste. Atualmente, são 13,5 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 20 hospitais próprios, 70 Hapclínicas, 16 Prontos Atendimentos, 55 centros de diagnóstico por imagem e 49 laboratórios com diversos postos de coleta distribuídos nos 11 estados onde a operadora atua com rede própria.

 

Fonte:

g1.globo.com/ceara


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