Venda da Amil avança para estruturação financeira com apoio dos maiores bancos do país

Venda da Amil avança para estruturação financeira com apoio dos maiores bancos do país

 

A negociação para a venda da Amil entrou em uma nova e importante fase. Os fundos de private equity Bain Capital e Advent iniciaram conversas com os quatro maiores bancos privados do país — Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual — para estruturar o financiamento da operação. O negócio é estimado em até R$ 20 bilhões.

Embora as tratativas ainda sejam consideradas preliminares, a busca ativa por linhas de crédito robustas sinaliza que o processo está bem mais maduro e avançado do que as tentativas anteriores de mercado.

 

Os modelos de negócio em mesa

 

Até o momento, os fundos investidores avaliam dois caminhos principais para a transação, sem que haja um martelo batido sobre qual formato será adotado:

  • Aquisição total: Compra integral do controle da operadora de saúde.
  • Modelo compartilhado: Manutenção do atual dono, José Seripieri Filho (Júnior), como acionista e principal executivo responsável pela gestão da companhia.

 

O fator da virada: A forte recuperação financeira da operadora

 

O apetite dos investidores pela Amil em 2026 reflete um cenário drasticamente diferente daquele de 2023, ano em que Júnior comprou a operadora da gigante americana UnitedHealth. De lá para cá, uma profunda reestruturação interna saneou as finanças da empresa, revertendo prejuízos e gerando valor de mercado.

 

Os números que atraem os bancos e fundos impressionam:

  • Geração de caixa: A receita bruta saiu de um campo negativo de R$ 4 bilhões em 2023 para uma geração positiva de R$ 5,4 bilhões em 2025.
  • Lucratividade: Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Amil registrou um lucro líquido de R$ 519,7 milhões (apesar de ligeiramente menor do que o registrado no mesmo período de 2025).
  • Nova potência hospitalar: A criação da joint venture com a Dasa, que unificou 25 hospitais e clínicas de oncologia, transformou a operação na segunda maior rede hospitalar privada do Brasil, posicionando-se logo atrás da Rede D’Or.

 

Consolidação e o momento áureo da saúde suplementar

 

A movimentação em torno da Amil não acontece de forma isolada, mas sim no topo de uma forte onda de fusões e aquisições (M&A) no setor de saúde brasileiro. De acordo com dados da consultoria KPMG, as transações no setor vêm crescendo de forma consistente ano a ano.

Essa corrida dos investidores busca, prioritariamente, grupos robustos que consigam integrar toda a cadeia — planos de saúde, hospitais e laboratórios.

 

A escala monumental da Amil

 

Mesmo diante dos desafios recentes do setor de saúde suplementar, a Amil preserva uma infraestrutura e capilaridade gigantescas no território nacional, contando atualmente com:

  • Mais de 6 milhões de beneficiários (sendo 3,3 milhões em assistência médica e 2,7 milhões em planos odontológicos).
  • Uma rede credenciada com mais de 25 mil médicos e serviços de saúde parceiros.

O veredito do mercado: A combinação entre a rápida virada financeira, a enorme escala nacional e a recente integração vertical com os ativos de hospitais da Dasa devolveram à Amil o status de ativo altamente competitivo e estratégico, justificando o forte interesse dos maiores fundos e bancos do país.

 

 

Fonte:

https://economicnewsbrasil.com.br/2026/07/14/venda-amil-financiamento-bain-advent/

 

 

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